Um verso em conjunto
com outro anexo
e um outro conexo
com um moribundo
já forma um poema
que seja profundo
e que valha a pena
mostrar para o mundo!
quinta-feira, 27 de outubro de 2016
quinta-feira, 20 de outubro de 2016
licença poética
Usei da licença poética
Pra achar que sou poeta
Pra achar que sou poeta
Que sem noção de métrica
De estrutura decassílaba
Lirismo, tono, isotopia,
Ou de proparoxítona
Poderia, só com a rima,
Achar que faço poesia;
Como é que poderia,
Ser poeta, tendo lido,
De difícil, eu diria,
Sei lá, Castro Alves,
Sei lá, Castro Alves,
Seis poemas, coisa assim,
E que eu lia entre aspas,
Pois eu nunca entendia.
Sem essa licença poética
Jamais escreveria,E que eu lia entre aspas,
Pois eu nunca entendia.
Sem essa licença poética
Esse poema não faria,
Jamais me ousaria;
Mas dá licença, ela existe,
Pra eu fazer essa poesia!
terça-feira, 11 de outubro de 2016
o samba e a lua
Diante deste palco,
Deste copo, nesta noite,
Diante do murmuro
Destas cordas, deste surdo;
A luz da Lua
Deste copo, nesta noite,
Diante do murmuro
Destas cordas, deste surdo;
A luz da Lua
Num sussurro
Instiga-me cruel;
De repente, inspiração,
Te dou asas num papel:
De Noel a Daniel,
A companheira mais fiel,
Instiga-me cruel;
De repente, inspiração,
Te dou asas num papel:
De Noel a Daniel,
A companheira mais fiel,
Das rodas, dos bambas,
Dos pagodes, do samba,
É a lua;
Quanta vitalidade,
Quanta cumplicidade a presença sua!
Quanta vitalidade,
Quanta cumplicidade a presença sua!
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